Vamos Perder o Controle?


Não são apenas os governos, a sociedade ou as outras pessoas que usam o controle como uma forma de bloquear a nossa autoexpressão. O controle não vem originalmente de fora, mas é uma barreira criada por nós para nos proteger das nossas próprias expressões. 

Autoexpressão e controle andam na contramão. O controle é irmão do medo, que são filhos da culpa e do pecado. O controle é uma via de mão dupla. Exercemos controle e somos controlados no trabalho, na família e até na amizade que parece tão cheia de cumplicidade. Sem falar nos relacionamentos mais íntimos... O controle sempre está presente quando seguimos padrões de comportamento nas nossas relações. Quanto mais controle exercemos através de nossos aspectos, mais controle atraímos para nossa vida, sejam através de pessoas ou situações.

 O controle é um “tirano” que “guarda” a porta do nosso próprio palácio e delimita quem nele “pode” ou “deve” adentrar, não nos deixando criar livremente.

Os polidos camuflam o controle nas regras de etiqueta social. Os mais espiritualizados a confundem com um sinal de “pureza divina”. E os poderosos a disseminam com uma forma de “proteger” a sociedade dos seus excessos a fim de manter uma suposta ordem. O controle, em qualquer âmbito, é uma forma legitimada de mostrar que não podemos sair do padrão.

O controle faz parte da dualidade: do sim e do não, do certo e do errado, da luz e da sombra. É uma celebridade que age no público e no privado. Não importa se o controle é de esquerda ou de direita, religioso ou pagão, ele será sempre um meio eficaz para manter na clandestinidade tudo aquilo que foi condenado à escuridão. É um “vírus” que age na consciência humana, limitando a nossa expansão.

Vamos perder o controle? (risos). Na verdade, não importa. Não é mesmo sobre controle. Controle é um termo mental e buscar o “não controle” não passará de mais um pensamento obsessivo (e controlador!). Ir além do controle começa com a expansão da própria consciência, estando consciente do próprio “viver”. E cada um será sábio para fazer isso com menos drama possível, se assim escolher.

(L.H.)

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