Apenas Viva!


Desde que eu tive consciência de que estava mudando, expandindo minha consciência, comecei a vivenciar uma das experiências mais preciosas da minha vida. Tudo o que fazia ou não fazia era parte do cenário da minha autotransformação. Mas a minha mudança era movida por uma persistência: eu sempre tive que me dedicar a tudo o que era importante para mim. 

As primeiras fases da minha mudança consciente foram como se uma fã encontrasse um ídolo de quem gostava muito. Eu me encantei com a Nova Energia por senti-la tão especialmente familiar a tudo o que eu sentia e desejava, mas ainda não tinha ideia do que era. Por alguns anos, mergulhei nessa coisa de “viver a Nova Energia” e joguei com muitas pessoas os jogos dos “espiritualizados”. Mas fiquei cansada desses jogos, com os quais sentia ansiedade, raiva, medo, angústia, frustração. Escolhi cair fora! 

Passei uns tempos até com vergonha de mim mesma ao me lembrar da fase de “tiete da Nova Energia” que vivenciei (risos). Era como se estivesse revendo minhas fotos antigas em que eu usava “modelitos retrôs” (me achando o máximo!). Mas, à medida que eu respirava dentro de mim, fui me reconhecendo, me abençoando e honrando cada experiência de descoberta que eu vivi.

Então, tive coragem de fazer nada, dando um tempo também dos trabalhos relacionados à Nova Energia. Foi desafiante deixar o hábito de compartilhar na intenção de inspirar a consciência das pessoas. Mas, ao liberar isso, percebi que eu integrava a fã e também o ídolo.

Eu também achava que era uma pessoa “pacata”, mas permanecia com minha espada erguida sempre tentando me transformar. Seguia a crença (digna!) de não desistir nunca. E, nessa perspectiva, era difícil simplesmente “estar” e “ser”, sem intenções e expectativas embutidas.

Minha intenção de sempre caminhar pra frente, pra cima, me expandindo mais e mais se tornou muito esgotante. Na verdade, isto é como carregar uma bola de neve para o topo de uma montanha! CHEEEEGAAAA!!!! Tenho liberado tanta coisa enquanto me permito ver meus makyos se apresentarem na minha frente. Dia após dia, vou liberando a expectativa da iluminação... E de uma “vida melhor”. 

Em cada momento em que eu expando a minha consciência, de maneiras - às vezes - "estranhas", minha alma sempre me lembra: “Viva! Apenas viva!”. E, à medida que minha alma faz parte das minhas experiências, é isso, simplesmente, que eu faço.


(Aline Bitencourt)

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