Criar Amor...


Sempre que vou comer banana cortada com chocolate e leite em pó, me lembro da minha avó. Este é um lanche que gosto desde criança. Minha avó preparava para mim e eu me deliciava. Um dia, perguntei a ela: "Vó, como você faz para deixar assim tão gostoso?". Ela, então, pacientemente, me mostrou seus "truques": cortava as bananas e peneirava com cuidado o pó do chocolate e do leite por cima. Eu entendi, mas, quando eu fazia meu lanche, nem me importava em seguir da mesma maneira como minha avó me dissera. 

Hoje, logo que começo a cortar as bananas, abro um sorriso pela lembrança doce dos momentos em que vivi com minha avó. E já compreendo que o lanche ficava mais gostoso não pela maneira como ela fazia. Mas pelo amor que ela tinha ao fazer o lanche, pelo amor que ela tinha por mim. E essa compreensão sempre me inspira quando tenho vontade de fazer alguma coisa que gosto muito. Não me importo sobre a técnica, como vai ser e o que vão achar. Simplesmente faço, colocando meu amor ali. Afinal, é impossível analisar o amor. É impossível definir uma criação como bonita, feia, boa, ruim... É sobre sentir, em sua essência, a expressão do amor, que inspira ver além de qualquer conceito.


(Aline Bitencourt)

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