O Grande Desafio de Se Amar


O ser humano foi programado para não se amar em primeiro lugar. É ensinado que é preciso amar primeiramente um "deus" que está no céu ou em algum outro lugar fora de nós mesmos, depois amar a família...

Quem se ama acima de tudo é narciso, pessoa de pouca modéstia, vaidoso, egoísta. Mas se amar não significa deixar de lado ou desrespeitar as pessoas. Pelo contrário. Quem se ama em primeiro lugar é verdadeiramente capaz de amar, cuidar e honrar os outros.

Sentir amor-próprio é também sobre liberar os conceitos “negativos” sobre si mesmo. É liberar qualquer tentativa de querer se tornar uma pessoa "melhor" ou "perfeita". É sobre se compreender, se aceitar. Certo, errado, bom, ruim são apenas conceitos, crenças; são ilusões.

Muitas pessoas acreditam que seus desafios estão baseados nos conflitos de relacionamento que experienciam. Na verdade, a questão tem, essencialmente, a ver com amor-próprio. O desequilíbrio das energias masculina e feminina, que estão dentro de cada indivíduo, dá uma sensação de "incompletude", com a crença de que é preciso estar com um(a) parceiro(a) para se realizar. Mas o bem estar através do outro pode ser suprido apenas temporariamente. Pois não há como verdadeiramente se completar com nada ou ninguém a não ser consigo mesmo.

Quando os relacionamentos se baseiam na satisfação no outro, se desenvolve uma dinâmica onde um é “vítima” (que tem a sua energia “roubada”) e o outro é "abusador" (que adquire ou “rouba” a energia). Mas essas interações não são estáticas; elas se alternam (ora se é vítima ora se é abusador), de acordo com a situação ou "necessidade" energética. Essa dinâmica pode se mostrar tão sutil, disfarçada de amor e cuidado, mas, no fundo, há muita manipulação e controle. Se não nos priorizamos com o amor por nós mesmos, participamos frequentemente dessas dinâmicas de roubo e perda de energia nas nossas relações interpessoais.

Nos dias de hoje, as pessoas estão cada vez mais ocupadas com variadas atividades e têm dificuldade de estar consigo mesmas. Algumas pessoas até optam por ficar sozinhas em algum momento, mas ainda assim estão preocupadas em desenvolver alguma atividade ou técnica no próprio corpo. Dessa forma, não estão simplesmente consigo mesmas.

Muitos já sabem que se amar é importante, mas não sabem como começar a sentir isso. Parece haver sempre alguma situação onde é preciso priorizar o outro e fazer concessões em nome do bem estar de alguém. E, assim, continuam a não se amar...

Não sentimos amor por nós mesmos com esforço, sendo disciplinados, estudando ou esperando pelo "melhor" momento. Podemos começar a nos amar AGORA quando vamos além dos conceitos e ponderações. Amar-se é uma experiência muito simples e incondicional.


(Aline Bitencourt)


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