O Desabrochar da Consciência


Estava deitada ouvindo música e comecei a imaginar a consciência humana se abrindo e passando por mudanças e transformações da mesma forma como uma flor. E por que a flor se abre? É da natureza de ser flor. Não importa como seja: grande, pequena, delicada, espinhosa. Mais cedo ou mais tarde, ela passa pelo momento de desabrochar.

Cada ser humano tem seu próprio movimento de desabrochar. Alguns se abrem na graça e na facilidade. Outros nem parece que estão se abrindo e, quando menos se espera, eis que desabrocha. Muitas vezes, o movimento de se abrir é lento, leva um tempo. Mas sua Natureza é tão compassiva, que não exige um tempo para desabrochar. Certamente todos se abrirão um dia. Por isso, não é preciso forçar a natureza de ninguém.

Não nos cabe comparar o nosso ritmo com o dos outros. Somos únicos e, portanto, com um jeito próprio de experimentar o nosso desabrochar. Então, aproveitemos cada momento de transformação pelo qual todos nós estamos passando. Não importa como, nem quando o desabrochar acontece. Ele sempre é belo por natureza. 


(Aline Bitencourt)

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