No Sopro do Vento, Só Leveza e Permissão


Vejo a ventania lá fora. Observo as árvores se balançando com o vento. E me pergunto: eu posso apenas me observar, assim como eu vejo a ventania nas árvores? Eu posso apenas estar em mim sem precisar fazer algum comando com a minha mente? Eu posso estar comigo mesma sem precisar intencionar nada? Apenas respirar, assim como a ventania, que não controla nada, deixando fluir os movimentos?

É um pouco desafiante apenas parar e respirar e observar-se. Logo vem a mente tentando equilibrar, facilitar. Mas tenho vivenciado um relacionamento novo comigo mesma e isto inclui um novo relacionamento com a minha mente, com meu corpo, com minha alma. E tenho confiado em mim, me observado, nessa ventania de energias que sinto e que percorre em mim.

Nada a fazer, pois muito já está sendo feito. Só o movimento das minhas células já é tanta coisa... E a mente jamais compreenderá o quanto as coisas estão mudando a cada momento. Dentro e fora de mim.

É na observação, no "não controle", que as coisas realmente fluem. E fluem com graça e leveza. E eu escolho expressar essa facilidade tranquila ao peso dos aspectos controladores, que sempre acham que precisam fazer algo. É quando eu me sinto, respirando serenamente, que eu posso perceber que não preciso me preocupar com o minuto seguinte, pois eu estou comigo e nada mais importa.

Observo-me em quietude e ouço a ventania soprar uma melodia que diz: Tudo está bem... Tudo está bem...


(Aline Bitencourt)


6 comentários:

  1. Muito lindo, como sempre.
    Um abraço para vc e o L.H

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  2. Noooooooooooooooooooooossssaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa mãããããããããeeeeeeee...pluft!!! me dissolvi na totalidade, FUI, o que Eu Sou.

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