A Parábola dos Três Criadores


Havia 3 seres humanos que tinham algo em comum: eram criadores que contemplavam ir além, saltar além do Abismo do Desconhecido para a autotransformação. Todos eles queriam expandir a consciência e verdadeiramente desfrutar a vida.

O que diferenciava estes 3 Criadores entre si era a maneira como eles escolhiam e expressavam suas criações. E isso também fazia grande diferença na forma como eles lidavam com as diversas situações da vida.

Um dia, o primeiro Criador ficou de frente ao Abismo do Desconhecido. Ele contemplou um grande vazio a sua frente e respirou fundo. E, enquanto respirava, seus "Eus" se expressaram:

- Veja esse grande abismo bem a sua frente. Vai ser difícil saltar! Como você quer que tudo seja fácil em sua vida, por que você não se deita neste colchão fofinho que está bem aqui ao seu lado, em vez de se jogar neste abismo? Talvez não tenha algo para amortecer você lá em baixo... A definição das coisas fáceis é essa: quando algo confortável vem para você, agarre-se nisso e relaxe, pois tudo é apropriado.

Este Criador expressou-se através de seus Eus-Sombra e suas crenças. Então, ele olhou ao seu redor e ali estava um colchão branco, muito macio e convidativo para se deitar.

- "Bem que não seria má ideia..." – ele pensou. "Vou vivenciar aqui o que é deitar neste colchão macio para depois, em outro momento (ou em outra vida!), estar mais preparado para saltar..." - e ali ficou.

Também chegou o dia em que o segundo Criador se viu em frente ao Abismo do Desconhecido. Ele respirou profundamente e se abriu para a experiência de saltar além. Ele era um ser humano muito determinado e estava disposto a tudo para se autotransformar. Ao respirar com consciência, ele sentiu que havia algo dentro dele em desequilíbrio, o desequilíbrio das energias masculina e feminina. E, ao saltar no abismo, ele pôde sentir todo o embate dessas duas energias dentro de si, toda a dificuldade de se relacionar consigo mesmo e passou por muitas experiências desafiantes ao longo desse seu impulso ao desconhecido. Tudo passou a ser muito difícil, sofrido. Tudo era muito intenso. "Talvez seja assim mesmo o processo de ir além..." – ele pensou. E ele orou, cantou, fumou, bebeu, usou tudo que conhecia para tentar aliviar a dificuldade por que passava. Mas o abismo parecia ser tão longo, cheio de altos e baixos e, até hoje, este Criador enfrenta este misterioso desconhecido e tem dúvidas se haverá algo para amortecê-lo no final da sua jornada.

O terceiro Criador contemplou o abismo a sua frente e respirou fundo. Assim, se permitiu ir além de sua mente, de seus questionamentos, apesar de perceber muitos dos seus Eus-Sombra o prevenindo e o instruindo através de suas crenças. E, enquanto respirava com consciência, pôde sentir o desequilíbrio de suas energias, os embates do masculino e do feminino dentro de si. E continuou a respirar fundo, criando seu Espaço Seguro dentro dele mesmo, sendo seu próprio Ponto de Presença naquele momento. Ele estava ali como Criador e Anfitrião de si mesmo, de Tudo o que ele É. Por isso, saltou no abismo, observando todas as suas ideias pré-concebidas, mas escolhendo novos potenciais para sua vida. Não precisava ser difícil. Não precisava ser apenas uma busca incessante pela autotransformação. Podia ser também divertido e leve. Ou, até mesmo, podia não ter conceito algum sobre o que seria "ir além". Não tinha que ser difícil primeiro para ser divertido depois. Assim, em cada passo do caminho, este Criador escolheu mergulhar ao desconhecido. E o desconhecido era simplesmente um potencial não explorado, que estava ali pronto para servi-lo. O percurso estava tão cheio de potenciais inexplorados (antes chamados de “desconhecido”) e explorados, que este Criador não se importou mais se chegaria ou não ao final da sua jornada e nem se preocupou mais se haveria um colchão fofinho no final do abismo. Ele se permitiu aproveitar cada momento. E simplesmente escolheu Viver.


(Aline Bitencourt)


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